Bananeiras terra que mistura turismo e história em seus caminhos.
Começo esse canal falando do que me encanta e Bananeiras linda é um desses lugares que me encanta a cada passeio e faz você viajar pelos seus encantos e histórias.
Cidade com extraordinário potencial
turístico, Bananeiras desponta no cenário nacional com a mistura de arte,
história, paisagens naturais e aventura. Cenários exuberantes da região de
Bananeiras.
Localizada na Serra da Borborema, região
do Brejo paraibano, a 130Km da capital João Pessoa e a 70Km de campina Grande -
PB. Com altitude de 526 metros, Bananeiras possui clima frio úmido, com
temperatura média de 28°C no verão e 12°C no inverno.
Localizada ao Norte do Estado da Paraíba,
Bananeiras integra a micro-região do Brejo, com superfície de 257 Km². Está a
552m acima do nível do mar. Cortada por estratégicas rodovias estaduais, que se
interligam a rodovias federais, liga-se a João Pessoa, Natal, Recife e Campina
Grande, em poucas horas de viagem. O município possui clima temperado, com
temperaturas que oscilam entre 12 e 31 graus. Córregos perenes integram a rede
hidrográfica do município, cortada pelos rios Mamanguape e Curimataú.
O patrimônio arquitetônico (casario) do
Município é muito rico (mais de 80 casas catalogadas pelo IPHAEP), sendo que a
grande maioria desse patrimônio encontra-se em bom estado de conservação e em
2005 foi assinada uma carta de intenções entre a Prefeitura Municipal e o
Iphaep, no intuito de desenvolver a recuperação, preservação e tombamento da
cidade com patrimônio histórico Estadual.
Correios e Telégrafos – É um a construção
de 1835. Tem 170 anos de existência. Foi um dos primeiros estabelecimentos do
Nordeste a empregar o serviço do “escravo carteiro”. Assim era chamado o negro
cativo encarregado de conduzir os malotes postais para diversos lugares.
Igreja de Nossa Senhora do Livramento –
Sua construção durou em torno de 20 anos. Foi concluída em 1 de janeiro de
1861. O padre José Antônio Maria Ibiapina incentivou a sua construção, com
apoio do Monsenhor Hermenegildo Herculano. A antiga capela de taipa havia
desmoronado. Bananeiras não tinha mais que mil habitantes. Em 1919, foi calçada
a primeira rua, com pedras irregulares, também chamadas “pé de moleque” ou
“imperiais”.
Colégio das Dorotéias (Carmelo) – Foi
construído em 1917. Mantém as linhas arquitetônicas originais. Educou “a elite
feminina” de boa parte da Paraíba e do Nordeste, até os meados da década de
1960, quando ainda funcionava como internato. Hoje é a Escola Municipal Emília
de Oliveira Neves, preservando sua estrutura e sua história.
O Trem –Chegou a Bananeiras em 22 de
setembro de 1922, após a construção do túnel da serra da viração. Foi no
Governo de Solon de Lucena, um ilustre filho da terra, na época governador da
Paraíba. Este homem dizia que “o trem chegaria a Bananeiras nem que fosse por
baixo da terra”. Profecia? Quase. A tecnologia anglo-brasileira teve de perfurar
um túnel de 202m, na pedra maciça, para que o trem atingisse Bananeiras, após
passar pela vila de Camucá (a atual Borborema).
Anglo-francês -A antiga estação de trens
foi transformada no Hotel Pousada da Estação. Não houve modificação
arquitetônica externa. O prédio foi construído pela Great Western of Brazil. O
telhado da plataforma guarda o estilo arquitetônico anglo-francês, por se
apoiar sobre vigas de ferro comumente chamadas “mãos francesas”. Mesmo sendo
inglesa, a Great Western of Brazil empregava operários franceses. O conjunto
Arquitetônico da Antiga Estação é tombado pelo IPHAEP – Instituto do Patrimônio
Histórico e Artístico do Estado da Paraíba.
O Túnel do Trem – Construído em 1922
permitiu que a estrada de ferro chegasse a Bananeiras. Antes, o trem só ia até
a Vila de Camucá (Borborema), a 12 Km de distância. Durante o São João, o Túnel
é transformado em Salão de Forró e é um dos pontos turísticos mais visitados da
cidade.
O Cruzeiro de Roma – Surgiu em 1899,
construído em homenagem a Sagrada Família, por um proprietário rural, que, após
ter alcançado uma graça, como pagamento de uma promessa, e, depois do
consentimento do Papa em Roma, na passagem do Século XIX para o Século XX. A
capelinha e a construção anexas têm 106 anos de existência e situam-se a 507m
de altura, no topo de um chapadão intermediário da Cordilheira da Borborema.
Ocupa o epicentro das caminhadas dos peregrinos em demanda do roteiro “Nos
Passos de Pe. Ibiapina”. Também é parada obrigatória dos peregrinos que se
dirigem a pé para o Memorial de Frei Damião, em Guarabira, ou que seguem em
direção ao monumento de Padre Cícero, em Juazeiro (CE), dizem que o próprio
Padim Cícero autorizava aos romeiros que tinham dificuldades de pagarem suas
promessas em Juazeiro que as fizessem no Cruzeiro de Roma. Existe um pequeno
Albergue para Peregrinos anexo a Igreja, e a família que toma conta do lugar
serve refeições (café da manhã e jantar) aos peregrinos. Em 2000, ano do
Jubileu da Fé Cristã, foi construída uma porta Santa, também com autorização e
registro do Vaticano.
No topo do cruzeiro é possível avistar 05
municípios da Paraíba, além da Estatua de Frei Damião em Guarabira.
Cachoeira do Roncador - É um lençol d’água
que desaba de uma altura de 45m, graças a uma depressão formada no curso médio
(com mais de 10 pequenas quedas d’água nas pedras) do rio Bananeiras que nasce
na mata da UFPB de Bananeiras. A flora nativa em redor da cachoeira mostra uma
natureza exuberante, onde permanecem angelins, sucupiras, pau d’arcos,
sapucaias e pirauás. O local é adequado para caminhadas ecológicas e a prática
de camping selvagem. Tem um restaurante de comida regional bem próximo ao
local, exatamente onde fica o estacionamento que dá acesso a Cachoeira. Fica
situada exatamente no limite dos Municípios de Bananeiras e Borborema, no Sítio
Angelim


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